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| O oráculo de Delfos |
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| O papa urbano II conclama os fiéis à cruzada em 1095 |
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| Cruzados partem para o ataque contra os infiéis |
Entre todos os povos antigos, a guerra tinha ligação com a religião; ela era travada por ordem dos deuses, pelo menos com sua aprovação demonstrada por presságios; ela era acompanhada de sacrifícios, era conduzida com a ajuda dos deuses, que asseguravam a vitória e a quem se agradecia com a oferenda de uma parte do despojo.Toda guerra antiga é, pois, santa, no sentido amplo. Mais propriamente, os gregos chamaram "guerras santas",... àquelas que a antifictionía de Delfos travou contra aqueles de seus membros que tinham violado os direitos sagrados de Apolo. Mais estritamente ainda, a guerra santa do islã, a djihad, é o dever que incumbe a todo muçulmano de difundir sua fé pelas armas.
Esta última concepção da guerra santa é absolutamente estranha a Israel: ela é incompatível com a idéia do javismo como a religião particular e o bem próprio do povo eleito. Mas, precisamente por causa dessa relação essencial entre o povo e seu Deus, todas as instituições de Israel foram revestidas de um caráter sagrado, tanto a guerra como a realeza e a legislação. Isto não significa que a guerra seja uma guerra de religião, esse aspecto só aparece muito mais tarde, sob os macabeus; Israel não combate por sua fé, ele combate por sua existência. Isto significa que a guerra é uma ação sagrada, com sua ideologia e ritos próprios, que a especificam, diferentemente das outras guerras antigas onde o aspecto religioso não era senão acessório. Tal foi a concepção primitiva em Israel, mas, como para a realeza, esse caráter sagrado desapareceu e a guerra foi "profanada". Porém, ela manteve por muito tempo uma marca religiosa e o ideal antigo sobreviveu, modificando-se, ou foi renovado em certos meios em certas épocas.*
Nota complementar; Para verificar algumas ilustrações que refletem certos aspectos da idéia e da compreensão gregas de guerra santa, podemos recorrer a algumas produções cinematográficas tais como 300, direção de Zack Snyder, e, Troy (Tróia), direção de Wolfgang Petersen. Para representações posteriores que mostram as guerras ditas santas, que foram travadas entre cristãos e muçulmanos, o filme "Kingdom of heaven" (Cruzada), do diretor Ridley Scott, é uma boa pedida e fonte de entretenimento.
*Fonte: Instituições de Israel no antigo testamento, Roland de Vaux. Edições vida nova.



Não tinha visto por esse ângulo. Parabéns meu irmão
ResponderExcluirObrigado irmão Rejgilânio.
ExcluirNão tinha visto por esse ângulo. Parabéns meu irmão
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