segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Você sabe...#2 As cidades de refúgio.


 

                  Eram lugares de asilo mencionados principalmente em Nm. 35.9_34 e Js.20. 1-9 (onde são chamadas por seus nomes). Também são mencionadas em Nm. 35.6; Js. 21.13, 27, 32,38; 1Cr. 6. 57, 67. Por estas referências parece claro que ficavam entre cidades dos levitas. Dt. 4. 41-43; 19. 1-13 tratam da instituição indicada por esse nome (cf. Êx. 21. 12-14). 
                 Na vida pública de Israel devia ser aplicada a lei da retribuição a qual , além disso, é especificada na lei de talião (v. Êx. 21. 23-25 etc.) que se aplicava particularmente aos casos de derramamento de sangue (v. Gn. 9. 5s; ÊX. 21. 12; Lv. 24. 17; etc.; cf. também Dt. 21. 1-9. No antigo Israel pelo menos,  o dever de punir o assassino era responsabilidade do go'el, ou seja, parente masculino mais próximo da vítima. Todavia, era feita a distinção entre o homicídio culposo e o involuntário*. O assassino devia ser morto, enquanto que o homicida involuntário poderia encontrar asilo em uma das cidades de refúgio. Pode-se dizer que a instituição das cidades de refúgio serviu principalmente para impedir os excessos que poderíam desenvolver-se daquilo que usualmente é chamado de "inimizades de sangue".
                  No "livro da aliança", a mais antiga coleção de leis de Israel, já havia certa estipulação sobre essa questão (ÊX. 21. 12-14). Talvez possamos descrever a tendência dessa regulamentação como segue. Israel conhecia a prática antiga, que também prevalecia entre outras nações, de considerar o altar ou o santuário como um asilo. Ali é estipulado  que o assassino culposo não gozaria de asilo perto do altar, ainda que o homicida involuntário pudesse fazê-lo. Porém, o altar poderia ficar a grande distância; e, além disso, não podia ficar permanentemente próximo ao altar, no santuário. Por isso, o Senhor anunciou que faria outras provisões sobre a questão. A curiosa expressão 'Deus permitiu caísse em suas mãos", (Êx. 21. 13) tem sido interpretada com o sentido que o homicida involuntário é um instrumento de Deus, sendo apenas natural que Deus providencie a sua proteção. Exemplos do altar como asilo em Israel, ocorrem em 1Rs. 1.50-53; 2. 28-34, enquanto expressões tais como aquelas usadas em Sl. 27. 4-6; 61. 4 e Ob. 17, mostram que essa prática era bem conhecida em Israel....
                  * Fazer aqui, uma leitura  distintiva da legislação penal brasileira.
                  **Fonte: o novo dicionário da Bíblia, org. J. D. Douglas edição revisada. Edições vida nova
                      Fonte imagem: Wikipedia                   
                   Nota complementar: São estas  as cidades de refúgio em Israel segundo o texto bíblico de Js. 20. 7 e 8: "Designaram, pois, solenemente, Quedes, na  Galiléia, na região montanhosa de Naftali; Siquém, na região montanhosa de Efraim, e Quiriate-arba, ou seja, Hebrom, na região montanhosa de Judá. Dalém do Jordão, na altura de Jericó, para o oriente , designaram Bezer, no deserto, Ramote, em Gileade, da tribo de Gade; e Golã, em Basã, da tribo de Manassés."

Um comentário:

  1. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. I Co 13.13

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